A massagem já era usada na Grécia antiga para o tratamento de lesões no esporte e na guerra. Hoje, ela continua sendo a terapia manual mais comum e é utilizada principalmente para relaxar os músculos, aliviar a tensão muscular e reduzir o estresse. A massagem pode ser benéfica no tratamento de alguns sintomas vivenciados por pessoas com esclerose múltipla. Mas, quando podemos recomendar esta terapia manual e que melhorias ela pode acarretar?

Como um dos tratamentos corporais mais comuns em todo o mundo, existe uma grande variedade de massagens. A mais comum é a massagem sueca, que combina técnicas manuais tradicionais, como a rápida e a profunda, movimentos circulares, compressão, etc. Por outro lado, o banho terapêutico com água quente não é recomendado para pessoas com esclerose múltipla, uma vez que pode agravar sintomas, como sensação de fadiga ou fraqueza das pernas. Em contraste, banhos de água fria são indicados para reduzir a espasticidade. Tendo em conta estes fatores, que tipo de massagens são aconselháveis em cada caso?

As massagens não têm efeito sobre o desenvolvimento da EM, mas podem ajudar a reduzir o estresse, induzir o relaxamento e melhorar alguns sintomas específicos.

Um estudo de 1998 analisou o impacto da massagem em pessoas com EM e concluiu que essa terapia implica três grandes melhorias:

-Redução da ansiedade e da depressão.

-Melhora do humor e da autoestima e, por sua vez, do funcionamento social.

-Melhoria na deambulação e funcionamento físico.

A este respeito, tem-se observado que o impacto de massagem na prevenção e alívio dos sintomas da EM:

-Espasticidade: A massagem pode ser útil para relaxar os músculos e melhorar a gama de exercícios de movimento do paciente.

-Dor: A massagem pode reduzir a inflamação e melhorar a mobilidade dos tecidos, o que reduz a dor. Ao mesmo tempo, pode promover o relaxamento da área afetada e, por conseguinte, menos dor.

-Circulação: Se uma pessoa com EM tem má circulação, a massagem pode aumentar o fluxo sanguíneo e, assim, melhorar este sintoma.

-Escaras: A massagem pode ajudar a prevenir a ocorrência de úlceras de pressão, mas não deve ser feita se áreas de inflamação ou úlceras apresentam aspecto avermelhado.

Apesar de melhorias terem sido detectadas nestes sintomas, você deve sempre consultar um médico ou fisioterapeuta antes de fazer uma massagem, uma vez que cada paciente tem características diferentes e massagens podem ser perigosas e negativo em alguns casos como:

-Edema: Dependendo da causa do edema, massagear suavemente pode ser útil, por exemplo, se ele ocorre devido à imobilidade. Para edema, a técnica da drenagem linfática é indicada.

-Osteoporose: A massagem pode ser perigosa no caso de pessoas que tenham osteoporose e, por consequência, tenham ossos frágeis e mais susceptíveis a fraturas. No caso de stress a massagem deve ser feita para ter pouco risco de fratura.

-Pacientes com úlceras ou aumento do fígado e baço.

-Pessoas que sofrem de lesão recente ou ter sido diagnosticado com câncer, artrite e doenças cardíacas.

-No caso de mulheres grávidas. Especificamente, as massagens são contra nos primeiros três meses de gravidez. Nos meses seguintes ela pode ser feita, mas na posição sentada para evitar compressões abdominais ao deitar na maca.

Ao optar por realizar a massagem é muito importante encontrar um bom profissional e a melhor técnica para o seu caso.